domingo, 28 de fevereiro de 2010

mensagem de anos

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Cláudji:
Há quem seja estúpido ao ponto de desperdiçar alguém como tu, mas a inteligência dos humanos não dá para o mais difícil. Podem desenvolver grandes tecnologias, mas não há ninguém que tenha inteligência para as palavras e por isso muitas são gastas por serem ditas em vão. Podes ser um bocadinho mais baixa que eu, mas o teu coração chega para toda a gente de quem gostas realmente. Não nos podemos esquecer do nosso valor. A perfeição pode não existir mas nada é totalmente imperfeito, todos temos qualidades. Não te esqueças de quem és e daqueles que deixas em baixo quando escondes o teu sorriso e mostras a tua tristeza. Vida, as dores fazem parte dela, e os anos passam e aprendemos a ligar com muitos tipos de dor. Hoje é mais um. Parabéns, amo-te. ~> Da tua pequena.

mau tempo

Já vou na minha 102ª mensagem. E porquê escrever hoje? Porque já não sinto o sol na minha cara à dias. All right, eu às vezes sinto necessidade de andar à chuva e necessito que essa água que tanto caí do céu me limpe os pensamentos e me ponha um sorriso na cara. Gosto tanto da chuva como gosto de um dia quente, mas a verdade é que este mau tempo, estes dias escuros, estão a pintar de preto a vida de muita gente. Por vezes sabe muito melhor o Sol que representa um dia feliz, do que a chuva que enjoua de tão escuro que torna o dia.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Não gostas de mim? Defeito grande é o teu de julgares as pessoas sem as conheceres. Cansei de me esforçar para que as pessoas não pensem o errado. Não gostas? NÃO OLHAS. Estáis mal, dona? Muda-te. Dás-me tanta importância, admite que me amas, rapariga.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"será que só vou perceber aquilo que significas quando te perder?
será que me vou arrepender por cada coisa que não fiz?
será que me vou arrepender de algo que tenha feito e que não devia?
será?
talvez, no futuro, já não consiga sentir algo que me faça lembrar de ti, que me traga tudo o que passei contigo, talvez".

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

rauuuuuuuuu

apetece-me escrever, mas chego aqui e não sei bem o que dizer.
apetece-me dizer que amo o mundo, mas amanhã já o odeio.
apetece-me dizer que a vida é um castigo e que por vezes não a aguento, mas há sempre alguém que entra nela e que me lembra que ela é bela.
apetece-me dar gargalhadas todos os dias, a toda a hora, mas há sempre algo que me faz chorar e me puxa para baixo.
apetece-me tornar-me uma cadela daquelas que só recebem mimos, mas quando se trata da vida de cães é preciso ter sorte.
apetece-me ser feliz todos os dias, mas a vida não deixa a ninguém.
apetece-me fechar os olhos, abri-los e ver tudo perfeito, mas a palavra desvantagem existe em todos os cantos do universo.
apetece-me pintar, mas não tenho imaginação para nada.
apetece-me maquilhar-me, mas odeio maquilhagem.
apetece-me escolher a roupa para vestir amanhã, mas tenho sono.
apetece-me dizer às criaturas de todo o mundo que tenham ouvidos que tenho um leão, mas que se deixasse de o ter mais de metade de mim se apagava.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

tapa a boca


Criticamos-nos uns aos outros pelos erros que cometemos, mas a verdade é que todos nós os cometem. Hoje venho falar de um erro que todos cometemos, todos mesmo.
Gastamos as palavras, e sabem porque as gastamos? Porque muitas vezes dizemos e não sentimos o que estamos a dizer. Se as palavras fossem usadas com o cuidado que merecem, não havia dúvida de sentimentos. Existe gostar, adorar e amar, e as pessoas parece que não percebem as diferenças entre estas palavras. As palavras também devem ser bem tratadas, não devem ser ditas em vão, como se deita o lixo fora, não reciclando, sem pensar nas consequências que poderá trazer para o nosso planeta. Com o passar do tempo, olhamos para trás e vemos que muitas palavras foram em vão, mas que outras levaram-nos até ao topo. Apesar de nos apercebermos disso, seguimos em frente com a vida e voltamos a gastar as palavras.
E este é outro facto: sabem porque é que a maior parte das discussões são parvas? Porque são nelas que também se gastam as palavras, mais uma vez. E porquê? Porque as discussões são rápidas de mais, tão rápidas que não chegamos a ter tempo para pensar naquilo que realmente sentimos, que realmente queremos dizer.
Pode existir gente inteligente, que saibam fazer contas de cabeça em segundos, mas ninguém tem inteligência para usar o que é mais importante: as palavras.
" a vida é feita de memórias, rapariga ". então e as que doem, temos mesmo que as recordar?
há memórias que podiam ficar numa caixinha e ser deitadas ao mar, de maneira a que eu não me lembrasse delas, não me faziam falta nenhuma.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Preocupo-me com aquilo que está por acontecer, como às vezes de cabeça quente deixo de pensar naquilo que faço. Preocupo-me com aquilo que acontece aos outros e penso que poderia acontecer a mim. Uns vivem felizes, outros têm graves problemas. E quando os sustos aparecem não sabem lidar com eles. Porquê? Porque pensam todos que são felizes, tão felizes ao ponto de não haver nada que destrua essa felicidade. Mas os sustos, os obstáculos fazem parte da nossa vida. Se já todos sabem isso, porque é que ficamos chocados com cada problema que aparece? Porque estamos a sentir na pele aquilo que vemos os outros sentirem. ´
Uns perdem a cabeça, outros choram, outros isolam-se e evitam tudo.
Gancho na cabeça a meter a franja para trás, malinha na mão e pastilha na boca. O resto era só improvisar... Se tudo tivesse bem entre nós, mascarava-me tal e qual como tu, a mesma piada que tu não iria ter, dás as melhores quedas com o maior estilo.
Adivinhas? "Olá eu sou a Inês e tenho uma foto em que pareço um koala, sou muito fofinha e a Cláudia sente a minha falta". Tínhamos combinado mascarar-nos as duas da mesma personagem.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"In the arms of an Angel fly away from here
From this dark, cold hotel room, and the endlessness that you fear
(...)"

Quando as palavras para mim não existem, no profundo silêncio que para mim é bom de ouvir nos maus momentos, as músicas descrevem tudo aquilo que eu sinto. É difícil descrever certas coisas... O certo é que há sempre algo que descreve por nós.