quinta-feira, 21 de maio de 2009

sem nome

Eu já percebi, que nada pode ser como nós queremos e mesmo que pudesse ser, ía dar tudo ao mesmo - alguma vez a vida tinha que nos lixar e fazer com que nos afoguemos num poço, sem fim. Mas já não se aguenta ser sempre a mesma história. Às vezes podia mudar e virar tudo de pernas para o ar. De maneira a que fossemos todos iguais, tudo feliz e quem quisesse ser invisível QUE FOSSE. Quem quisesse morrer QUE MORRESSE. Quem quisesse dinheiro QUE O GANHASSE, sem esforço. Quem quisesse droga QUE A ENGULISSE, até morrer sem magoar os outros. Quem tivesse vícios, que os conseguisse largar sem baixar a cabeça, por mais colados que estejam a eles. E que tudo aquilo que queremos alcançar, o conseguíssemos facilmente. Já não se aguenta, sempre o mesmo... Sempre a mesma moral, sempre os mesmos problemas. Que dilema!

perdi-me em tanta coisa

Não sei para onde me virar. Viro-me para todos os lados e não vejo nenhuma porta aberta, nem uma. Não encontro nenhuma chave para as abrir e não tenho força para as arrombar. Elas não abrem... mas eu também não consigo abri-las. Não vejo solução ou então a solução não me deixa que a veja. E depois, aparecem os obstáculos... uns atrás dos outros! E eu não consigo saltar de forma a passar por cima de todos eles. Caiu, magoou-me, levanto-me e caiu outra vez.
Há dias em que tudo isto não existe, não há obstáculos, não há quedas, não há portas nem paredes que me proibirão de andar para todos os lados que me apetecer. Mas lá aparece as chatas de novo. E eu que não as vejo, vou sempre em direcção a elas... Parece que são invisíveis. E depois? Olha, fui-me.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

as folhas foram caíndo, até que ...


Era tudo muito bonito, muita “perfeição” a mais, mas tudo isso foi a chão e alguém o destruiu. Eu ou tu, ou nós as duas. Não consigo por a nossa amizade de pé de novo, nada vai ser como era, eu sei que não dá mais para isso. Eu estou cheia! Cheia das tuas atitudes, cheia de me deixares sozinha e nem te aperceberes disso. É sempre os mesmos textos, a dizer obrigada por tudo, obrigada por cada momento e por cada sorriso, e ENFIM.. Sempre as mesmas palavras, sempre o mesmo assunto, desta vez mudou. Mesmo tentando, mesmo estando unidas não vamos recuperar aquilo que perdemos. Já passou, já não volta, já não é o que foi.

Por meses pensei que eras a pessoa que me fazia mais feliz, mas já me apercebi que não. Desde quando as discussões deixaram de ser porque gostava muito de ti, mas sim porque não podia mais com as tuas atitudes, a partir desse momento já não valia mais a pena.

Não eu não estou a cima de tudo, não não me ias defender quando eu precisasse, não não eras como alguns que não me aceitaram, não eu não te odeio, mas não sei dá para mais.

Aquilo que me dizes a mim, é só a mim – não és capaz de mostrar aos outros aquilo que és na verdade, e a razão que tens às vezes, e ficas calada. Ninguém te mandou ficar calada e não viveres aquilo que é para viver, se continuares sempre a fazer o que os outros querem de ti, então … não sei. Eu sou ingénua, mas e tu?

Eu ajudei-te, eu tentei … mas já não tenho forças para ajudar mais, já não sei como hei de reagir, já não sei que fazer.

Agora já não temos os nossos bons momentos nos intervalos a rir sem parar, agora só pensamos nos outros e é só neles que falamos. Só és verdadeiramente tu, quando estamos apenas nós – “não tens que ter vergonha daquilo que tens” – então? Para quem tanta razão tinha, tanta razão a perdeu.

A culpa não é só tua, tu sabes que NÃO É.

Mas … as folhas já caíram da árvore, não as vês no chão? Acho que não vale a pena tentarmos apanhá-las, elas não voltam à árvore.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

dia da mãe

Não tive tempo de escrever isto mais cedo, mas interessa que o esteja a escrever.
Conheces-me desde o dia 20/02/19.. . Tiveste do meu lado quando eu dei os primeiros passos da minha vida, sempre me amaste, sempre corrigiste os meus erros ... 
És uma mãe super preocupada, muito mãe "galinha", chateia um bocado, por vezes ... Mas bastante gente gostava de ter uma mãe como tu. 
Sofreste para me teres, e eu às vezes não sei dar o valor a isso. Fazes tudo por mim, e eu esqueço-me que te devo a vida. 
Discutimos, mas é porque nos amamos - mãe e filha. 
És mais que uma mãe, és uma amiga, és uma irmã, és uma prima, és uma familia inteira, és tudo!

domingo, 3 de maio de 2009

sim, a gente já sabe como é

Discussões que nos mostram o fim das amizades, mas aquelas discussões fortes e que nem é preciso relembrar “é desta que acaba”. Discussões daquelas que apagam as pessoas não da nossa vida, mas do plano para o nosso sonho de futuro. Mas sem aviso, é como a morte que se fecha a nossos olhos. Não há como voltar atrás, nunca deu, nunca vai dar. Não é a boa tecnologia avançada que vai fazer com que isso se altere… Porque isso só faz com que nós aprendamos com os erros. E agora vem as três palavras arrepiantes e deprimentes, fáceis de dizer, e ditas por muitos: “é a vida”.