sábado, 25 de abril de 2009

JPA

Eu sou bem lamechas, por isso não vou escrever isto à trombalazana e a despachar.

Sei bem que para tudo há um fim: um fim para todas as pessoas, para a vida, para uma relação, para cada amizade. Quero que a nossa amizade, como poucas, só termine quando morrermos, quero que dure até lá, porque acho que se tudo isto que construímos acabasse, não sei o que seria de mim, não seria a mesma coisa sem ti a meu lado. É claro que continuaria a viver, mas ia sentir falta da tua presença diária na minha vida, das nossas conversas, das milhentas coisas que temos em comum, dos "gosto muito de ti", do teu apoio, de me sentir especial porque desabafas comigo, de te ouvir tocar, de te ouvir cantar e ainda, de cantar para ti.
Acho que me colei a ti da pior maneira possível. Acho que se te apagasses agora, eu desesperava e estou a falar bem asério.
Gosto tanto de ti, tanto que tu nem imaginas. Gosto tanto que, quando estou mal, me digas: "agora abraçava-te", fazes-me sentir bem e confortavel quando dizes isso.
Não há um único dia em que eu não me lembre de ti. Sempre que eu falo de ti a alguém, eu tenho um orgulho imenso por seres o que és para mim. Não há uma única vez em que eu fale de ti a alguém e não diga "o meu melhor amigo (...)".
As pessoas que te conhecem sabem bem o tesouro que têm com elas, e se não sabem é porque não são realistas, não olham a sua volta e não dão valor aquilo que têm com elas. Eu tenho a noção do que vales. 
Estou aqui para tudo o que precisares, sabes bem disso.
Aprendo contigo, e aprendi a viver de ti. Não me quero desligar de ti, nunca. Obrigada por tudo.
Amo-te

quarta-feira, 15 de abril de 2009

chegas lá seguindo-o

o sonho tem como adjectivo 'o que supera'. porque quem sonha, chega mais alto. 
o sonho tem como objectivo realiza-lo. porque o sonho é algo que queremos bastante, sonhamos ter, e davamos tudo por isso.
 o sonho faz-nos o futuro e faz esquecer o passado. o sonho é algo bastante grande, capaz de ser diferente e perfeito. 
o sonho é deixar algo que amamos para chegar a algo que amamos ainda mais.
o sonho comanda a vida.

sonhar

Sonhos são fantasias que por vezes não passam disso. Sonhos são fantasias que queremos que seja a realidade, algo que queremos bastante, algo que não há maneira de, por vezes, a ter e então só resta sonhar, fantasiar. 
Todos temos os nossos grandes e pequenos sonhos. Todos sonhamos um dia poder a vir a ter algo que ninguém tem.
Sonhar é ter imaginação para chegar mais alto que ninguém, chegar onde ninguém chega, viver o que ninguém vive, ter o que ninguém tem.

Algo único e fantástico, é poder sonhar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

um amigo diferente.


Eras uma criança, dizia sempre que as tuas brincadeiras era muito estupidas, mas nunca dei a importância real. Nunca pensei o quanto bem elas me faziam. Lembro-me de chorar e tu começares a imitar um bebé e eu ria-me. Sim, não deixa de ser parvo, mas fazias-me rir, fazias-me bem. Sempre dei importância a outras coisas em ti, que outras pessoas não davam e nunca reparei no essencial: o quanto feliz me fazias ficar.
Lembro-me tão bem do meu primeiro dia de aulas, eu era nova na turma e foste o primeiro dos rapazes a meter-se comigo.
Aula de "Oficina da palavra"- Tu a puxares a cadeira e dizes: " Vou-me sentar ali ao pé da coleguinha nova"; E eu de mau humor como estava por me receberem mal na turma disse logo arrugantemente: "O quê?!"; E tu: "Nada! Até se assustou", e começaste a rir.
Hoje até TU te ris disso, e nem TU te esqueceste disso. Lembro-me bem que comentaste isto na aula de Formação Cívica. Fico feliz por não te esqueceres disso. No tempo em que gostei de ti, lembrava-me daquilo como se fosse algo .. nem eu própria sei explicar. Era algo que eu pensava naquilo e sorria, não sei bem porquê. Mas antes de gostar de ti, nunca pensei muito nisso.
Hoje lembro-me de cada momento que passei mal por ti. Fizeste-me passar coisas horríveis.. E nunca te vi como um amigo, porque não me apoiaste como tal.
Este ano, foi diferente.. Começei o ano com uma vergonha imensa de falar contigo, fiquei muito tempo sem te ver: as férias de verão inteiras. Até que tivemos mesmo que ficar um ao pé do outro e .. CLARO que foste tu a meteres-te comigo (mais uma vez).
Escadas da escola:
Tu: Estás a olhar para onde? - com aquele teu sorrisinho de reguila, de quem está a dizer porcaria mas que é só a brincar. Eu toda envergonhada sorri, nem respondi.
Este ano nem mexeu muito comigo. Senti grande diferença contigo, passaste de um autentico mulherengo a um rapaz super querido. Também me lembro de estares comigo na sala de jogos da escola e abraçares-me e dizeres "Pronto, coitadinha". Eu senti-me mesmo bem, senti-me confortável. Sempre quis estar nos teus braços (no tempo em que gostava de ti, e muito foi), mas aquilo foi mesmo abraço amigo e eu adorei, mesmo.
És um amigo, mas diferente. És um amigo a tua maneira. Mesmo com as tuas piadas parvas, mesmo com as tuas tolices, mesmo com as tuas parvoices idiotas, tu consegues sempre marcar e deixar um sorriso em alguém. MESMO QUANDO GOZAVAS COMIGO, bah!
Já não te vejo à bastante tempo, e tenho saudades tuas. Peço que voltes para mim, mais uma vez porque preciso dos teus poderes mágicos, aqueles que me fazem sempre rir. Preciso da tua presença, mas desta vez como um amigo e não como "aquele que me magoou e que eu gosto", porque isso já passou.
Volta meu amigo, volta. (L)

sábado, 4 de abril de 2009

Duas das razões porque vivo.


Escrever e chorar, são ambas uma maneira de desabafar comigo mesma.
Apesar de adorar o mar, nunca escrevi nenhum texto em frente dele, mas gostava de saber como é inspirar-me com o mar. Quando escrevo gosto de ouvir música, é uma maneira de me inspirar. Se estiver a chorar naquele preciso momento e a escrever, não preciso de música. Cada lágrima é cada duas ou três frases que escrevo. Quando escrevo sobre alguém que gosto muito, não tenho que ter nenhuma foto dela para olha-la, mas sim tê-la no meu pensamento, tudo o que ela me trás de bom e o que passei a seu lado ou por "culpa" dela.
Escrever, é uma maneira de não só desabar comigo mesma, mas também, sempre que acabo algum texto gosto de mostrar a alguém. Não sou daquele tipo de não deixar ver e ter vergonha de saber o que as pessoas acham, não sou disso. Só mesmo se for uma coisa mesmo só para mim, ou que esse tal texto seja sobre alguém e não queira que esse alguém veja. Gosto de escrever porque gosto de colocar as minhas ideias, mostrar a minha opinião, é por isso que gosto de mostrar às pessoas o que escrevo.
Quando choro, choro com razão, por vezes razões que só alguém sensível como eu percebe. Sim, sou sensível. O bastante para ver algo que seja triste para desatar logo a chorar. Choro quando preciso, e não tenho vergonha. Não me considero mimada por tal, é só uma questão de estar chocada, achar triste ou imaginar se fosse comigo, alguma situação.
Gosto de chorar. Chorar faz-me adormecer, e quando acordo não penso mais no que aconteceu. O tudo que por algum motivo guardei dentro de mim, quando choro gosto sempre de pensar nisso, é isso que uso quando choro. Mesmo que seja uma coisa que por mais saudade que tenha deixado e que por isso me faz chorar mais, eu ainda me sinto melhor. Gosto de relembrar as coisas, gosto de voltar ao passado pela memória. Usar aquilo que recordo para me fazer sentir melhor.
Ao escrever e chorar, sinto cada palavra que penso, cada uma faz cair uma lágrima, e logo a seguir soletro em silêncio, ao escrevê-la. Chorar e escrever, é inspirar-me em cada palavra que vai saindo do meu pensamento. Ao chorar e escrever, sinto algo que me deixa triste, que sinto falta.
Escrever e chorar, dão origem a cada palavra, e que cada palavra que toca a uma lágrima, a lágrima que me leva ao desabafo, ao desabafo que me leva ao sorriso. E isto tudo que me leva a sentir. E o sentir que me faz viver.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Prefiro que seja diferente de mim e verdadeiro



Há pessoas que não entendem o que é, realmente, gostar verdadeiramente de um animal. E há tantas outras que adoram animais e que não gostam de crianças. Eu adoro animais, adoro mesmo, diria ainda que é uma paixão e não desgosto de crianças, mas para mim têm que ser muito queridas e sossegadas. É preciso uma grande paciência para elas, uma grande atenção e eu não a tenho. Mas não queria falar sobre as crianças, não foi isso que me levou a escrever isto. O que me levou a escrever isto foi um filme que vi,  não vou contar a história nem dizer o nome do filme, vou apenas basear-me naquilo que penso acerca daquilo que vi.
Os animais podem ter as suas diferenças em relação a nós, mas de uma maneira diferente, eles têm sentimentos. Talvez muitos de nós não se aperceba... - basta ver o que tantos homens fazem ao bater nos animais, usar a pele deles para fazer seja o que for, e não se lembram que isso é a mesma coisa que matar um ser humano. Odeio esses homens, eu era incapaz de o fazer, matar um animal, até me custa dizer isto - Mas se pensarmos, se pensarmos mesmo bem, nós chegamos lá. Os animais são como nós, são como os filhos. Eu digo isto porque, se nós tivermos um animal desde bebé, ele habitua-se a nós de tal maneira, como eu me habituei à minha mãe. Acabamos por ser uma família e não "O dono e o seu animal de estimação".
Ao criarmos um animal desde pequenino, tenha ele a idade que tiver, ganhamos um laço de amizade, tornamo-nos uma família sem ter que dar um nome de pai, de mãe, de avô ou avó (...). Ao criarmos um animal, ao partilharmos a nossa vida com ele, ao brincarmos com ele, fazemos sempre um amigo.
Uma coisa que me chama à atenção, nos animais, é que eles às vezes são melhores amigos que os próprios seres iguais a nós. Eles mesmo tendo as suas diferenças, conseguem distinguir o bom do mau. 
Prefiro um animal que não fale e que me lamba a cara quando choro, do que uma pessoa que se cale, que saiba falar, e que não faça nada. Prefiro um verdadeiro amigo, mesmo não sendo igual a mim.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

sente-te, olha-te ao espelho.

Estou farta, mesmo muito farta: gente estúpida que se arma; gente muito criticadora; gente que pensa que é lá dos bairros, e que só por isso são os maiores.
Olhem-se ao espelho, caraças. Sou como sou, já olharam para vocês? Escondam-me essas caras. A inveja é, realmente, mesmo muito má.
Cada um vive como pode, se não aguentas comigo MUDA-TE, porque eu levo com quem odeio quase todos os dias e não é por isso que faço ou tento magoar essas pessoas que tanto odeio, e não perco tempo a criticá-las.
Mas de certa forma, admiro-vos. Porque perdem tempo a criticar alguém que tanto odeiam, mas que no fundo veneram. 
Eu tenho uma auto-estima horrível, e ainda fico mal com essas porcarias que vocês dizem - é o que vocês querem - e admito, fico péssima com todas essas vossas críticas. E também tenho pena de vocês, criticam a minha adolescência ... E eu sempre penso "se vocês tivessem isto, bem que se lixavam", mas agora bem sei, vocês nunca vão crescer, nunca vão poder ter sinais que mostrem que estão a entrar na adolescência. E para além do mais, gente que já chumbou 2 ou 3 vezes, é gente mesmo burra. Se bem, que eu não precisava de saber que chumbaste assim tantas vezes para saber que és uma autêntica burra, basta saber as bocas que me mandas, e aquilo que criticas em mim. Basta criticares, já sei quem tu és.
Muda de vida, porque chamares-me de "dama" enquanto me críticas, já é velho, parte para outra e deixa de criticar.
Sente-te, olha-te ao espelho, mas com jeitinho porque vais-te assustar.

um último adeus

Chateia-me, deixa-me triste.

Falares dos outros, critica-los e agora és igual a eles.

Fizeste-me sentir confortável, fizeste-me pensar que ia ser diferente desta vez, que nada nem ninguém me ia magoar, mesmo que não acontecesse aquilo que eu queria: ouvir-te dizer que eras só meu.

Foste meu amigo, eu contentava-me com isso, sentia-me tão bem… Podias ser o tal que eu adorava mesmo muito, podias ser aquele com que eu sonhava a cada noite, de cada dia, de cada mês… Mas mais uma vez magoaram-me, e foste tu. Tu que tanto criticavas os outros e que agora fizeste o mesmo comigo. Afastaste-te de mim e esqueceste tudo o que tínhamos construído, que me fazia tão feliz.

Tenho medo de deixar de te ver … Mesmo que por algum motivo nos continuemos a cruzar, mesmo que ocupemos a mesma sala, mesmo que troquemos um olhar, nada disto vai fazer voltar aquilo que para mim era precioso.

Irrita-me dizerem “esquece-o, não te merece” ou “parte para outra”, não são estas palavras, que tornam a repetir vezes sem conta, que faz com que isso tudo que tanto dizem aconteça.

Tenho medo que deixe de te ver, e que te encontre por aí. Tenho medo que no último dia, o dia do adeus, que não te despeças de mim, que te vás embora com um adeus oculto ou que nem se quer te lembres de mim.

Talvez relembrando o “passado”, que nem sei porque é que eu assim o chamo porque foi à tão pouco tempo, tu não sintas falta ou não sintas a mesma diferença que eu sinto, uma coisa enorme que aperta e me magoa sempre que revejo as nossas conversas, as nossas brincadeiras, ou quando me lembro dos nossos abraços e quanto me chamavas de “amor”.

Podia ser apenas uma amizade, para mim era algo que eu amava e agarrava com todas as minhas forças, e que apesar de a ter não tinha nenhumas esperanças que algum dia pudesse a vir namorar contigo ou que viesses a vir gostar de mim tal como eu sempre gostei desde os primeiros dias em que começaste a deixar de ser um simples “conhecido”. Pelos vistos não agarrei com todas as minhas forças ou então agarrei de mais ou, ainda, foste tu que desmanchaste tudo e nem te apercebeste. Queria apenas ouvir da tua boca o porquê disto tudo, se poderemos voltar aquilo que éramos, a uma amizade que por ela eu dava tudo.

É difícil escrever isto, há sempre uma lágrima de saudade que me escorre pelo rosto. Há sempre algo que fica por dizer, há sempre algo que fica por perceber, há sempre aquela saudade quando relembramos aquilo que desapareceu e que queríamos que estivesse presente mais tempo.

Gostava de te esquecer num segundo, que te apagasses e que te escondesses, que te fosses embora e eu não me importasse, que te fosses embora e que nem uma lágrima ficasse.

Fizeste-me sonhar com uma amizade que acabou e nem me deste a entender o porquê deste final profundo.

Mesmo que eu te deixe de ver, mesmo que a tua ida seja num piscar de olhos, mesmo que falte pouco tempo para isto tudo, abraça-me e até lá não me largues, faz-me voltar ao passado de uma maneira a que eu não sinta o último adeus.